O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), por meio da sua Escola Judicial (Ejud-22), está realizando a capacitação de servidores (as) e terceirizados (as) em comunicação da Língua Brasileira de Sinais, Libras. A iniciativa está de acordo com a Resolução n° 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e com a Resolução n° 320/2021 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), que dispõem sobre o uso de Libras no âmbito da Justiça do Trabalho.
“A ideia é que os participantes desenvolvam habilidades que facilitem a comunicação com pessoas surdas. A iniciativa está alinhada não somente com as Resoluções do CNJ e do CSJT, mas também com o Planejamento Estratégico Participativo do TRT-22 para 2021/2026”, explicou Anchieta Araújo Marques, secretário de Governança e Estratégia do Tribunal.
Para o juiz do trabalho Roberto Wanderley, a capacitação vai facilitar o acesso ao Poder Judiciário Trabalhista. “A partir do momento em que funcionários e colaboradores compreendem a linguagem de sinais, eles oferecem um atendimento adequado e, consequentemente, promovem a inclusão social”, falou.
As aulas tiveram início nesta terça-feira (19/04) e devem seguir até setembro deste ano. “Dividimos as aulas em módulos e optamos por um horário mais flexível, de 14h às 15h, para que todos possam participar. São quase 50 alunos inscritos e as inscrições ainda estão abertas”, disse a professora Ana Coelho, servidora do TRT-22.
A servidora Eliete Fontenele é uma das alunas do curso de Libras. Ela falou sobre a felicidade de retomar às aulas que foram interrompidas durante da pandemia de Covid-19. “Com o pouco que sei, já tive oportunidade de ajudar pessoas surdas no supermercado e na farmácia. Com o aprimoramento, estaremos preparados para atender também no âmbito do Tribunal”, falou.
Durante a aula inaugural, estiveram presentes: o juiz do trabalho Roberto Wanderley Braga; o secretário de Governança e Estratégia, Anchieta Araújo Marques; a Secretária Executiva da Ejud-22, Jaqueline Amorim; a chefe da Seção Socioambiental, Cristina Bertulani; e a servidora da Ejud-22, Erika Carneiro.

